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Brownies&Tal: o brownie que começou como terapia e virou negócio

Brownies&Tal: o brownie que começou como terapia e virou negócio

Tem uma coisa que quem nunca vendeu comida feita em casa não imagina: o doce é a parte fácil.

Fazer brownie bom dá trabalho, exige mão, ponto certo, forno na temperatura, mas é um trabalho que tem fim. Você faz, dá certo, acabou. O que não tem fim é o resto. É responder "quanto custa" pela décima quinta vez no mesmo dia. É explicar onde você fica. É correr atrás do pedido que ficou pela metade na conversa. É descobrir que a plataforma que te trouxe o cliente ficou com um pedaço grande do que era seu.

Maycon Deodato aprendeu isso na prática. Faz uns quatro ou cinco anos que ele toca a Brownies&Tal, e essa é a história de como um negócio que nasceu quase sem querer foi encontrando o próprio caminho.

Começou porque fazia bem

A Brownies&Tal não nasceu de um plano de negócios. Nasceu de uma coisa mais simples e mais honesta: fazer doce acalmava.

Tem gente que corre, tem gente que toca violão, tem gente que cuida de planta. O Maycon fazia brownie. A cozinha era o lugar onde a cabeça desacelerava, onde existia começo, meio e fim, onde no final tinha uma coisa concreta e boa na sua frente. Quem já passou por uma fase pesada sabe o valor que isso tem.

A ideia de ganhar dinheiro com aquilo veio depois, e veio do jeito que costuma vir: alguém provou, pediu, indicou. Aí virou encomenda, aí virou rotina, aí virou uma renda que faz diferença no mês. O que era terapia continuou sendo terapia, mas ganhou uma segunda função.

E é aí que começa a parte difícil, porque a partir do momento em que existe cliente, existe também tudo o que vem junto com cliente.

A conta que os aplicativos não mostram na tela

O primeiro caminho de todo mundo que começa a vender comida é o mesmo: entrar num aplicativo de delivery. Faz sentido. O aplicativo já tem gente procurando comida, já tem entregador, já resolve o pagamento. Parece que alguém montou a estrutura inteira pra você.

O problema aparece quando você faz a conta com calma.

De cada pedido, uma parte fica com a plataforma. Numa margem apertada, como é a de quem faz doce artesanal e compra insumo em quantidade pequena, essa parte pesa muito. Você trabalha o dobro pra ganhar o mesmo.

E tem uma coisa mais silenciosa que a comissão. Quem comprou o seu brownie não virou seu cliente, virou cliente do aplicativo. Ele não sabe o seu nome, não sabe a sua história, não vai te procurar direto na próxima vez. Ele vai abrir o aplicativo de novo e ver o seu concorrente do lado, com uma foto parecida e um preço parecido. Você fica preso numa vitrine que não é sua, disputando atenção com quem tem mais verba pra aparecer.

Pra quem começou justamente porque queria fazer uma coisa com a própria cara, isso incomoda de um jeito difícil de explicar.

A lista de links que não parecia com a Brownies&Tal

O caminho seguinte também é o mesmo pra todo mundo: montar um link na bio.

O Maycon usou o Linktree, como praticamente todo pequeno negócio no Brasil já usou. E funciona, no sentido básico da palavra. O link abre, os botões estão lá, ninguém fica perdido.

Mas quando você é uma marca, funcionar não basta.

O que acontece com uma lista de botões é que ela apaga a diferença entre você e todo mundo. O brownie que ele passou anos ajustando vira uma linha de texto do mesmo tamanho e da mesma cor de qualquer outra linha. A foto que faz a pessoa salivar não aparece. A cor da marca não aparece. A embalagem, a apresentação, o cuidado, nada daquilo que faz a Brownies&Tal ser a Brownies&Tal chega até a tela.

Você abre o link de uma confeitaria e o de uma loja de roupa e são a mesma página com palavras trocadas.

Pra um negócio que vende com o olho, isso é grave. Ninguém decide comprar doce lendo. Decide vendo.

"Acredito que os clientes terão uma experiência muito mais atrativa e envolvente ao acessar o link da loja. Como meu trabalho é bastante visual, o swips permite apresentar meus produtos de uma forma muito mais rica e impactante".
Maycon Deodato.

Como ficou a página da Brownies&Tal

Quando apresentei o swips pra ele, a primeira coisa que chamou a atenção não foi uma funcionalidade. Foi o fato de a página poder ter a cara da marca.

O perfil da Brownies&Tal no swips: a marca em vermelho, o WhatsApp em destaque e um card com foto dos brownies e o botão "Peça agora mesmo"

O vermelho é o vermelho da Brownies&Tal. A logo é a logo. E o primeiro card não é um botão escrito "cardápio", é a foto dos brownies com castanha e nozes, do jeito que saem da grade de resfriamento, com um botão embaixo escrito "Peça agora mesmo".

A pessoa que chega ali não precisa imaginar nada. Ela já está vendo.

As quatro coisas que mudaram na prática

Quando pergunto o que ficou melhor, sempre voltam os mesmos quatro pontos.

A página tem a cara do negócio. Parece pouco, mas não é. Uma página que combina com a embalagem e com o feed passa a mesma mensagem que um brownie bem embalado passa: aqui tem alguém que se importa com o detalhe. Confiança se constrói assim, em coisas pequenas e coerentes.

Os produtos aparecem de verdade. Em vez de uma lista de nomes, cada doce tem seu card, com foto grande, e a pessoa desliza pra ver os outros. É a diferença entre um cardápio escrito e uma vitrine iluminada. Quem vende comida entende essa diferença melhor que ninguém.

O pedido vai direto pro WhatsApp. Sem intermediário, sem comissão, sem cliente que pertence a outra empresa. A conversa começa no WhatsApp dele, com o histórico dele, e a próxima encomenda daquela pessoa também vai chegar ali. O cliente volta a ser dele.

A localização está na página. Parece um detalhe até você contar quantas vezes por semana precisava explicar onde fica, ou perder uma venda porque a pessoa achou que era longe demais e nem perguntou. Deixar isso resolvido de antemão economiza um monte de conversa e evita frustração dos dois lados.

"O swips oferece muitas possibilidades, é intuitivo de montar e permite criar uma vitrine muito mais personalizada. Gostei bastante da experiência e com certeza recomendo".
Maycon Deodato.

O que dá pra tirar dessa história

A Brownies&Tal não é um caso de crescimento explosivo, e não é isso que a torna interessante. É um negócio pequeno, tocado por uma pessoa, que começou por um motivo que nem era comercial e que segue de pé há anos. Isso é mais difícil do que crescer rápido.

Se você vende comida feita em casa, tem três coisas nessa história que valem pra você também.

A primeira: o cliente que chega por um aplicativo não é seu. Não custa nada usar aplicativo como vitrine, mas o caminho direto precisa existir, e ele precisa ser fácil de achar. Todo cliente que aprende a te procurar direto é um cliente que você não paga comissão pra atender de novo.

A segunda: comida se vende com imagem. Qualquer ferramenta que esconda a foto do seu produto está trabalhando contra você, por mais organizada que ela seja.

A terceira, e talvez a mais importante: parecer com você mesmo é estratégia, não vaidade. Num mercado onde todo mundo vende brownie, o que sobra de diferente é o jeito. Se as suas ferramentas apagam o seu jeito, elas estão apagando justamente a única coisa que ninguém consegue copiar.

Faça a sua página

O Maycon não é programador, não contratou agência e não pagou por site. Montou a página do celular, com as fotos que já tinha.

Se você faz alguma coisa com as próprias mãos e vende pelo Instagram, o swips é grátis pra começar. Coloque a cara do seu negócio, mostre o que você faz e receba os pedidos direto no seu WhatsApp.

E se quiser conhecer o trabalho dele, é @browniestal no Instagram. Vale pelo brownie.

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